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quinta-feira, 25 de março de 2010

Os ovos Misteriosos

Esta semana foi ocasião de ler a história fantástica de Luísa Ducla Soares, titulada Os Ovos Misteriosos!
Assim, muito brevemente, a história aborda o tema da diferença/interculturalidade/multiculturalidade e afins: A mãe galinha, ao chocar os ovos de tamanhos e feitios diferentes que lhe foram colocados no seu ninho, percebeu que apenas um é que era realmente um pinto.
Custou-lhe muito cuidar de um papagaio, de uma serpente, de um crocodilo e de uma avestruz, porque nenhum desses animais fazia o que ela sabia fazer... mas cuidava e amava todos de igual forma! E todos se uniram no dia em que um rapaz pegou no pintainho, e salvaram-no de ser assado.



Foi contada através de sombras chinesas e as crianças adoraram! (adivinhem quem se meteu debaixo da mesa, atrás de um lençol e toda torta? eheheh claro, moi !! Foi muito divertido!)
Era suposto as criança também poderem dramatizar a história com as sombras chinesas mas não houve oportunidade. Mas isso ainda há-de ser feito!


terça-feira, 16 de março de 2010

Eu e o meu Papá.



Ontem li esta história aos pequerruchos e eles adoraram!
E até era de esperar, porque a história é muito bonita, com textos em quadra rimadas, muito apelativo.


História em powerpoint: Carregar aqui!!!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Meninos de todas as cores


Como dito no post anterior, envolvemo-nos no tema da Multiculturalidade pelas razões que já referi, começando por um pequeno e bonito texto de Luísa Ducla Soares.

Como recursos, fantoches muito engraçados que deram vida às palavras contadas.


Meninos de Todas as Cores


Era uma vez um menino branco chamado Miguel, que vivia numa terra de meninos brancos e dizia:

É bom ser branco

Porque é branco o açúcar, tão doce
Porque é branco o leite, tão saboroso
Porque é branca a neve, tão linda.

Mas certo dia o menino partiu numa grande viagem e chegou a uma terra onde todos os meninos eram amarelos. Arranjou uma amiga chamada Flor de Lótus, que, como todos os meninos amarelos, dizia:


É bom ser amarelo
Porque é amarelo o Sol

E\amarelo o girassol
Mais a areia da praia.


O menino branco meteu-se num barco para continuar a sua viagem e parou numa terra onde todos os meninos são pretos. Fez-se amigo de um pequeno caçador chamado Lumumba que, como os outros meninos pretos, dizia:


É bom ser preto

Como a noite
Preto como as azeitonas

Preto como as estradas que nos levam para toda a parte.

O menino branco entrou depois num avião, que só parou numa terra onde todos os meninos são vermelhos. Escolheu para brincar aos índios um menino chamado Pena de Águia. E o menino vermelho dizia:


É bom ser vermelho

da cor das fogueiras

da cor das cerejas

e da cor do sangue bem encarnado.


O menino branco foi correndo mundo até uma terra onde todos os meninos são castanhos. Aí fazia corridas de camelo com um menino chamado Ali-Babá, que dizia:


É bom ser castanho

Como a terra do chão

Os troncos das árvores
É tão bom ser castanho como um chocolate.


Quando o menino voltou à sua terra de meninos brancos, dizia:


É bom ser branco como o açúcar

Amarelo como o Sol
Preto como as estradas
Vermelho como as fogueiras

Castanho da cor do chocolate.

Enquanto, na escola, os meninos brancos pintavam em folhas brancas desenhos de meninos brancos, ele fazia grandes rodas com meninos sorridentes de todas as cores.


Luísa Ducla Soares


Material de Recurso (Fantoches) :